Ponto de partida: duas anomalias de mercado batendo ao mesmo tempo
A aviação comercial enfrenta hoje dois choques de oferta severos. Primeiro, Boeing e Airbus são estruturalmente incapazes de entregar ao mercado aeronaves de corredor único em quantidade suficiente. A produção do MAX está travada por exigências regulatórias mais duras, enquanto a oferta da família A320neo esbarra em gargalos na cadeia de fornecedores. Segundo, as unidades de propulsão mais recentes se mostraram bastante problemáticas. Uma falha na metalurgia do pó forçou a Pratt & Whitney a fazer um recall global de manutenção dos motores GTF, deixando centenas de Airbus em solo. Em paralelo, os motores LEAP (do consórcio CFM) sofrem em operações em ambientes severos e quentes. A necessidade de manutenção frequente reduz drasticamente o tempo de asa desses motores. O resultado é um setor que não tem de onde tirar aviões novos e que, ainda por cima, não pode confiar plenamente nos que já opera.
Algumas premissas ainda não foram traduzidas e aparecem em inglês, o idioma da maioria das fontes com que as comparamos.
Dia 90 de 120: cesta -28,2%
Três quartos do horizonte já se foram, esta é a reta final. A cesta de peso igual está em -28,2% desde o dia da publicação. O benchmark (S&P 500) rendeu +0,6% na mesma janela, ou seja, a cesta está 28,8 pontos percentuais atrás do seu mercado. A maior contribuição vem de SAF (-9,4%), e a menor de WLFC (-75,6%). Faltam 30 dias para o veredito.
Revisão no dia 71: nada mudou
Voltamos a esta tese no dia 71 de 120 e verificamos cada uma das suas 5 premissas em fontes públicas. Nada de novo em nenhum sentido: 5. A cesta de peso igual está em -29,2% desde o dia da publicação. O benchmark (.INX) rendeu +1,1% na mesma janela, ou seja, a cesta está 30,3 pontos percentuais atrás do seu mercado. Faltam 49 dias para o veredito.
Dia 60 de 120: cesta -25,8%
A tese está na metade do caminho até o veredito. A cesta de peso igual está em -25,8% desde o dia da publicação. O benchmark (S&P 500) rendeu +2,8% na mesma janela, ou seja, a cesta está 28,6 pontos percentuais atrás do seu mercado. A maior contribuição vem de SAF (-8,0%), e a menor de WLFC (-75,5%). Faltam 60 dias para o veredito.
Revisão: 2 de 5 premissas contestadas
Voltamos a esta tese no dia 54 de 120 e verificamos cada uma das suas 5 premissas em fontes públicas. Contestadas pelas fontes: 2. Confirmado pelas fontes: 2. Nada de novo em nenhum sentido: 1. A cesta de peso igual está em -23,4% desde o dia da publicação. O benchmark (.INX) rendeu +2,3% na mesma janela, ou seja, a cesta está 25,7 pontos percentuais atrás do seu mercado. Faltam 66 dias para o veredito.
Dia 30 de 120: cesta -17,4%
O primeiro quarto do horizonte desta tese já ficou para trás. A cesta de peso igual está em -17,4% desde o dia da publicação. O benchmark (S&P 500) rendeu +2,5% na mesma janela, ou seja, a cesta está 19,8 pontos percentuais atrás do seu mercado. A maior contribuição vem de HEI (+1,8%), e a menor de WLFC (-69,8%). Faltam 90 dias para o veredito.
A cesta caiu abaixo de -20% desde a publicação
Esta cesta está em -24,5% desde a publicação, 15 dias depois de a tese ser publicada. O benchmark (S&P 500) rendeu -0,4% na mesma janela, ou seja, a cesta está 24,2 pontos percentuais atrás do seu mercado. A maior contribuição vem de HEI (-5,5%), e a menor de WLFC (-70,4%). Isto não é mudança de status: o horizonte continua correndo e o veredito só sai quando ele expira.
A cesta caiu abaixo de -10% desde a publicação
Esta cesta está em -11,0% desde a publicação, 14 dias depois de a tese ser publicada. O benchmark (S&P 500) rendeu -1,3% na mesma janela, ou seja, a cesta está 9,7 pontos percentuais atrás do seu mercado. A maior contribuição vem de HEI (-6,0%), e a menor de WLFC (-15,9%). Isto não é mudança de status: o horizonte continua correndo e o veredito só sai quando ele expira.