Há meses a Ucrânia vem deslocando o foco dos ataques de longo alcance dos campos de petróleo e terminais para as próprias refinarias, e as notícias de hoje sobre um ataque no interior da Rússia confirmam a escalada desse padrão. Essa distinção, aparentemente técnica, tem consequências enormes para o mercado. Destruir uma unidade de processamento não reduz a quantidade de petróleo que a Rússia tem no subsolo. Reduz sua capacidade de transformar esse petróleo em combustíveis. É um choque do lado do produto, não da matéria-prima, e é por isso que seus efeitos são contraintuitivos.
O mecanismo parte o mercado em dois. O petróleo que as refinarias russas não conseguem processar vai para a exportação ou força um corte de produção; de um jeito ou de outro, a pressão sobre o preço da própria matéria-prima é de baixa, e o desconto do Urals se aprofunda. Ao mesmo tempo, diesel e gasolina desaparecem do mercado. Moscou, defendendo os postos domésticos contra a escassez, recorre a uma ferramenta já testada: a proibição de exportar combustíveis. O resultado é que o mundo perde um dos maiores fornecedores de óleo diesel (a Rússia já foi o segundo maior exportador de diesel do mundo, na ordem de 0,7 milhão de barris por dia).
Algumas premissas ainda não foram traduzidas e aparecem em inglês, o idioma da maioria das fontes com que as comparamos.
Dia 60 de 120: cesta +25,3%
A tese está na metade do caminho até o veredito. A cesta de peso igual está em +25,3% desde o dia da publicação. O benchmark (S&P 500) rendeu +1,2% na mesma janela, ou seja, a cesta está 24,1 pontos percentuais à frente do seu mercado. A maior contribuição vem de MPC (+32,1%), e a menor de 010950 (+13,2%). Faltam 60 dias para o veredito.
Revisão: 2 de 5 premissas confirmadas
Voltamos a esta tese no dia 41 de 120 e verificamos cada uma das suas 5 premissas em fontes públicas. Confirmado pelas fontes: 2. Nada de novo em nenhum sentido: 3. A cesta de peso igual está em +22,6% desde o dia da publicação. O benchmark (.INX) rendeu +2,2% na mesma janela, ou seja, a cesta está 20,3 pontos percentuais à frente do seu mercado. Faltam 79 dias para o veredito.
A cesta passou de +20% desde a publicação
Esta cesta está em +21,4% desde a publicação, 33 dias depois de a tese ser publicada. O benchmark (S&P 500) rendeu +3,4% na mesma janela, ou seja, a cesta está 17,9 pontos percentuais à frente do seu mercado. A maior contribuição vem de 010950 (+24,2%), e a menor de VLO (+18,5%). Isto não é mudança de status: o horizonte continua correndo e o veredito só sai quando ele expira.
Dia 30 de 120: cesta +16,8%
O primeiro quarto do horizonte desta tese já ficou para trás. A cesta de peso igual está em +16,8% desde o dia da publicação. O benchmark (S&P 500) rendeu +2,6% na mesma janela, ou seja, a cesta está 14,1 pontos percentuais à frente do seu mercado. A maior contribuição vem de MPC (+18,0%), e a menor de VLO (+14,7%). Faltam 90 dias para o veredito.
Revisão: 2 de 5 premissas confirmadas
Voltamos a esta tese no dia 26 de 120 e verificamos cada uma das suas 5 premissas em fontes públicas. Confirmado pelas fontes: 2. Nada de novo em nenhum sentido: 3. A cesta de peso igual está em +13,7% desde o dia da publicação. O benchmark (.INX) rendeu +3,2% na mesma janela, ou seja, a cesta está 10,5 pontos percentuais à frente do seu mercado. Faltam 94 dias para o veredito.
A cesta passou de +10% desde a publicação
Esta cesta está em +10,0% desde a publicação, 11 dias depois de a tese ser publicada. O benchmark (S&P 500) rendeu +4,1% na mesma janela, ou seja, a cesta está 5,9 pontos percentuais à frente do seu mercado. A maior contribuição vem de MPC (+11,9%), e a menor de VLO (+8,5%). Isto não é mudança de status: o horizonte continua correndo e o veredito só sai quando ele expira.